A ferramenta que conecta comunidades e protege muriquis em situação de risco
Você sabia que muriquis, esses incríveis primatas da Mata Atlântica, nem sempre ficam em seus grupos? Algumas fêmeas migram entre populações e acabam isoladas, correndo risco. Para ajudar a proteger esses muriquis em processo de migração, o Muriqui Instituto de Biodiversidade criou o SOS Muriqui, uma estratégia fundamental dentro do projeto Rede Muriqui.
Como funciona o SOS Muriqui?
O SOS Muriqui funciona como um canal direto entre as comunidades que vivem perto das áreas onde os muriquis habitam e os nossos especialistas. Distribuímos materiais explicativos e um contato institucional — que pode ser acessado por telefone, WhatsApp, site ou redes sociais — para facilitar as comunicações. Qualquer pessoa que avistar ou suspeitar da presença de um muriqui isolado pode entrar em contato com a gente. Em seguida, nossa equipe vai até o local para confirmar a presença do animal e, se for necessário, realizar o resgate.
Para onde o SOS Muriqui quer chegar?
Esse programa é mais do que um canal de comunicação, ele é um suporte importante para uma política pública nacional chamada Programa de Manejo Populacional dos Muriquis. O objetivo é gerir os muriquis migrantes, principalmente as fêmeas que se encontram sozinhas, para que possam ser translocadas de forma segura para outros grupos, garantindo a saúde e a continuidade das populações.
Tecnologia a serviço da conservação
Sabemos que a agilidade no atendimento é crucial para o sucesso do SOS Muriqui. Por isso, estamos desenvolvendo um atendimento automatizado. Essa tecnologia permitirá responder mais rápido às mensagens e otimizar a comunicação com as comunidades, tornando o processo de registro e resgate muito mais eficiente.
Como você pode ajudar?
Fique atento e nos ajude a proteger os muriquis! Se você mora próximo às regiões de ocorrência da espécie ou conhece pessoas dessas comunidades, compartilhe o contato do SOS Muriqui. Com sua colaboração, poderemos continuar salvando esses primatas incríveis e garantindo que eles tenham um futuro na Mata Atlântica. Rede Muriqui e SOS Muriqui: ciência cidadã e educação para proteger o maior primata das Américas
A proteção do muriqui — um dos maiores e mais ameaçados primatas das florestas da Mata Atlântica — depende não apenas do esforço dos pesquisadores, mas também da participação ativa das comunidades que vivem perto dessas áreas. É com essa ideia que o Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB) desenvolveu dois projetos fundamentais: a Rede Muriqui e o SOS Muriqui, unidos pelo poder da ciência cidadã e da educação ambiental.
Ciência cidadã na prática: o nascimento da Rede Muriqui
Tudo começou em 2017, quando um surto de febre amarela causou grande mortalidade dos primatas na região sudeste, perto da Reserva Feliciano Abidala. Para monitorar a situação fora da reserva, o MIB criou um projeto de ciência cidadã, que mobilizou 50 famílias do entorno para registrar avistamentos e sons de primatas usando uma ficha de campo simples, o “calendário permanente” — uma folhinha de parede que cada pessoa podia preencher com facilidade.
Com o sucesso desse modelo, que aliava tecnologia digital, redes sociais, WhatsApp e material impresso, a iniciativa foi ampliada de Caratinga para as 12 áreas de ocorrência do Muriqui do Norte, que abrangem cerca de 50 municípios. A Rede Muriqui cria assim uma verdadeira malha de proteção, onde cada registro feito pela comunidade ajuda a monitorar fêmeas migrantes e outros indivíduos que precisam de atenção especial.
SOS Muriqui: uma resposta rápida para salvar muriquis em risco
Integrado à Rede Muriqui, o SOS Muriqui é o canal que recebe os avisos da população para confirmações rápidas e, quando necessário, o resgate desses muriquis migrantes isolados. Hoje, esse sistema conta com um contato institucional distribuído via folders, redes sociais e WhatsApp, proporcionando agilidade na comunicação. E, pensando em melhorar ainda mais o atendimento, o MIB está desenvolvendo um robô automático para tornar o processo mais rápido e eficiente.
Educação ambiental: o Rede Muriqui nas escolas
Para além das ações de campo, o MIB sabe que a melhor forma de conservar os muriquis a longo prazo é investindo nas próximas gerações. Por isso, o projeto Rede Muriqui atua nas escolas, principalmente com crianças do quarto e quinto ano do ensino fundamental, fase chave para receber e incorporar valores sobre a preservação ambiental.
Nas escolas, o projeto conversa com alunos, professores, gestores e famílias, formando uma rede de comunicação local que complementa ações urgentes com um trabalho cultural profundo. “Não haverá árvore nem macaco daqui a 20 anos se esta mensagem não estiver na cabeça dessas crianças hoje”, como sabiamente dizem os educadores do MIB.
Como participar e ajudar
Você também pode contribuir! Se mora perto de áreas onde vivem os muriquis ou conhece pessoas dessas comunidades, compartilhe os contatos da Rede e do SOS Muriqui. Incentive crianças e adultos a observar, registrar e comunicar avistamentos de muriquis, fortalecendo esta grande rede de proteção.
Juntos, com ciência cidadã, educação e tecnologia, podemos garantir um futuro melhor para os muriquis e para a Mata Atlântica. Rede Muriqui: Educação ambiental nas escolas para garantir o futuro dos muriquis
No Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB), entendemos que a conservação dos muriquis não depende apenas de ações imediatas no campo, mas também da formação de uma nova geração que valoriza e protege a natureza.
Por isso, o projeto Rede Muriqui investe fortemente na educação ambiental nas escolas, especialmente com crianças do quarto e quinto ano do ensino fundamental. Essa fase é considerada ideal, pois é um momento em que as crianças estão mais receptivas para aprender sobre a importância da preservação da Mata Atlântica e de seus primatas.
Nas escolas, o projeto conversa com alunos, professores, gestores e famílias, criando uma rede de engajamento e conscientização que ultrapassa o currículo escolar. O objetivo é plantar a semente da conservação: preparar essas crianças para que, daqui a 20 anos, sejam guardiãs da floresta e dos muriquis.
Como diz um dos educadores do MIB, “não haverá árvore nem macaco daqui a 20 anos se essa mensagem não estiver na cabeça dessas crianças hoje”. Por isso, investir na educação ambiental é garantir que o futuro da Mata Atlântica e dos muriquis esteja em boas mãos.
Você também pode apoiar essa missão! Incentive a educação ambiental em sua comunidade e ajude a espalhar o amor pelos muriquis para as futuras gerações.


